O texto anterior é o relato de um sonho que tive, há alguns anos. Claro que não lembro dele em sua integridade, mas ter escrito me permite acessar essa memória visual no momento em que releio. E garanto que os ambientes que mais me marcaram eu consigo rememorar com nitidez.
É incrível, mesmo passados anos, porque sei que aquele lugar não existe fisicamente, não na cidade em que moro, mas espero encontrá-lo nas andanças pelo mundo. Nem posso descrever como seria, mas sei que me sentiria... aturdida talvez seja a palavra mais próxima, caso me deparasse com aquele pátio.
Penso que de alguma forma eu criei (ou recriei) aquele lugar, e hoje penso que possivelmente seja um refúgio criado pelo meu imaginário, vez que há tantas coisas simbólicas naquele locus.
Hoje tenho algumas hipóteses de respostas às perguntas postas lá, há aproximadamente três anos - não regisrei a data do escrito, que foi encontrado hoje e resolvi postar - mas também tenho outras perguntas: por que um limpador de lustres, uma loja de lustres, um pátio escondido na cidade, feito de pedras? Uma estação desativada? E tudo com pulsante energia. Bancos de ferros e mesas, sob uma árvore antiga.
Tudo isso abre uma viagem gigante de significados e novas criações.
Valeria um filme, um quadro, um registro da cena mental.
É uma pena que a tecnologia não tenha chegado a tanto e que eu não acesse esse lugar mais vezes.
Foi fantástico. Em todos os sentidos.
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